Porque escolhi utilizar Linux

Versão resumida: meu notebook não roda Crysis e estava difícil conviver com o Windows. Mas vamos abordar isso em uma versão mais longa, com pseudo motivos e sem “freetardices”.

Nesses muitos anos utilizando computadores já passei por muitos sistemas operacionais, começando com o MS-DOS 5/6, Windows do 3.11 em diante e finalmente chegando em diversos sabores de Linux.

A transição da linha de comando do DOS para o Windows 3.11 foi algo incrível, mesmo com as limitações dessa versão que se resumia a um gerenciador de janelas. No 95 a brincadeira começou a ficar séria, finalmente tínhamos um sistema operacional de verdade no Windows, mesmo com o DOS rodando por trás das cortinas. Na sequencia o 98 trouxe estabilidade e maior conectividade, seguido pelo ME, que bem, nem vou comentar.

Chegamos então ao Windows XP, esse que para muitos é o melhor já feito, onde realmente começamos a ter um sistema operacional totalmente independente do DOS (apesar que ele estava lá por motivos de compatibilidade). Por muitos anos me atendia perfeitamente, até o suporte oficial acabar e tornar o sistema inutilizável em uma máquina conectada a internet pela falta de patchs de segurança.

Em novembro de 2006 chega o Windows Vista, aquele que tinha uma cara bonita, porém a um elevado custo no uso de hardware. Sendo assim logo ficou infame e muita gente não migrou. Eu cheguei a usar por algum tempo, mas logo o Windows 7 foi lançado e migrei imediatamente.

Ah, o Windows 7, o melhor já feito até hoje para muitos. Ao menos nos primeiros meses após sua instalação, depois o desempenho começa a incomodar como sempre. Esse eu usei por muito tempo, aliás, ainda utilizo quando preciso fazer algo exclusivo no Windows (Photoshop, estou olhando para você. Eu sei que tem pra Mac, ma não sou retardado de gastar tanto dinheiro em um computador).

Windows 8 e 10 para mim não passaram de teste, pois na época de seu lançamento a minha máquina não era a mais adequada para roda-los e o desempenho deixava a desejar. Nessa época considerei comprar uma notebook novo, afinal o meu já está chegando ao seus 10 de idade.

Foi então que me ocorreu que as novas versões do Windows não traziam nada de novo para mim. Ano após ano apenas coisas dispensáveis e que muitas vezes atrapalhavam meu uso do sistema. Interfaces cheias de frescuras, mil camadas de segurança que não me deixam fazer nada sem clicar em 500 botões de confirmação. No fim percebi que tudo que preciso é ligar meu notebook e ter acesso fácil a um navegador e IDEs de desenvolvimento. E nisso amigos, ninguém me atendeu melhor do que o Linux e sua incrível capacidade de adaptação aos mais diversos tipos de uso através das distribuições.

A transição para mim não foi tão difícil, já que estava costumado com a temíveis linhas de comando no meu dia-a-dia administrando meus servidores. A parte difícil mesmo foi escolher qual distribuição utilizar no desktop entre tantas opções disponíveis.  Passei por Fedora, Ubuntu e Elementary OS (esse por algum tempo), para no fim optar pelo Xubuntu, a versão leve do Ubuntu utilizando o XFCE como gerenciador de janelas.

Mas isso é papo para outro dia, quando explicarei os tipos de distros e recomendarei algumas para cada finalidade.

Abrindo a bodega

Desenvolvedor, programador, engenheiro de software, analista de sistemas ou do que diabos você quiser me chamar. O titulo afinal não importa, pois somos todos poetas do código, compositores trabalhando com ciclos de CPU para produzir uma sinfonia afinada de bits. (Isso ficou bonito demais, acho até que devo ter plagiado inconscientemente de algum lugar)

Natural de Itapiranga nos cafundós de Santa Catarina, radicado em Brasília desde 2014(eu sei, você ficou com vontade de falar que aqui só tem ladrão) e tendo sobrevivido por 14 anos em Joinville (terra do tricolor dos tricolores, aquele que nasceu campeão) . Sou casado, pai e blá blá blá.

Levo o a profissão, principalmente no que diz respeito a escrever código, como uma piada, sempre tentando rir das situações. Porque de seriedade já bastam os compiladores com suas regras e erros surreais (maldito erro na linha 764 de um código que só tem 300 linhas).

Atualmente terceirizo serviços para uma empresa de forma quase integral, aliás, esses foi o motivo de eu ter abandonado a terra da chuva rumo a terra dos ladrões de colarinho branco.

Sendo assim abri essa bodega para compartilhar um pouco de conhecimento de forma descontraída e tentando simplificar tudo ao máximo. Se eu consegui? Não sei.

Enfim, sinta-se a vontade, pegue uma cerveja na geladeira, sente no sofá e aprecie essa zona.

Ah! Meu nome? É Francis Schonarth, mas pode ignorar o primeiro nome que meu pai teve o mau gosto de me dar.

(Esse texto vai para a página “sobre” do blog também, mas não faz diferença já que ninguém clica lá)